21/11/2014

* Inspirações do dia: Tênis Branco! ♥

postado por Carol Daixum

Eu sempre fui fã de tênis estilosinhos, desde os estampados, coloridos e os básicos também. Sou baixinha assumida mesmo hahaha! E amei saber que o tênis branco está em alta. Quem gosta de descer do salto também, separei lindas inspirações para o verão, frio e até para o trabalho.

Para curtir o frio...

Quem fugiu do calor do Brasil e foi aproveitar as temperaturas mais baixas na Europa, vale apostar no tênis branco com uma calça jeans (ou uma legging) e um suéter fofinho. Fica despojado e superestiloso. Esses looks não aguentam o frio de matar da Europa, mas é só para se inspirar mesmo. No outono até rola, com um casaco mais pesado por cima (pelo menos aqui na Suíça). ♥ 

Para curtir o verão... 

Tênis branco fica lindo também com um macaquinho jeans, um short saia ou um vestido.
Deu até vontade de curtir o verão e olha que eu não sou fã dessa estação hehehe. 

Para trabalhar...

Dependendo das regras do seu trabalho, acho que supervale apostar no protagonista do post. Uma calça branca ou um jeans mais escuro com uma camisa social, fica bem bacana. O primeiro look é o meu preferido (a meia preta não me incomodou tanto hahaha).

E aí? Vai descer do salto ou não? ;-)

Um beijo, 
Carol. 

P.S: crédito das imagens - Pinterest / crédito das montagens - Pequena Jornalista


20/11/2014

* Uma infância dramática – Projeto Drama Queen #6 (Por Teca Machado)! ♥

postado por Carol Daixum

"Uma Infância Dramática"
(Por Teca Machado)

Ser dramático é algo que nasce com você. Pelo que os meus pais me contam eu sou assim desde que aprendi a falar. Aliás, até antes disso mesmo, quando aprendi a me expressar, já estava “colocando minhas asinhas de fora”. Tenho vários episódios da infância que comprovam isso (Vários deles até gravados em vídeo).

Para começar, se você me desse um chocolate, ele tinha que ser inteirinho. Ah, se quebrasse uma pontinha que fosse... Escândalo total e choro por alguns minutos. Minha tia Flávia uma vez estava tirando para mim a embalagem daquele guarda-chuva de chocolate (Alô, anos 1990!) que era praticamente impossível de sair inteiro. Ela quebrou uma pontinha mínima, tentou colar sem eu ver, mas não teve jeito, foi o maior berreiro.

Tinha também o fato que eu odiava molhar os pés. Quando íamos para a fazenda de uns amigos dos meus pais, as crianças mais velhas saíam correndo pelo pasto alegres e felizes. Justo no dia que eu fiz isso estava tudo meio enlameado da chuva da noite anterior e quando percebi a meleca na minha sandalinha de plástico da Melissa (Aquela que tradicional que toda menina teve), comecei a chorar e gritar “Ahhh, molhou! Molhou”. Essa cena está eternizada em vídeo.

Andar de bicicleta era uma tortura. Eu caia muito, demorei a tirar as rodinhas de sustentação (De acordo com o meu pai isso aconteceu mês passado, haha). Na verdade, eu despenco do selim até hoje e caio bastante. Teve uma vez que eu e a minha irmã estávamos descendo uma ladeira. No final dela tinha uma área com uma água suja parada. Minha irmã desviou. Eu, óbvio, caí. Não caí dentro dela, mas pertinho. Estava de boa, mas quando vi que parei a centímetros da sujeira, aí que comecei a chorar, isso só pensando na possibilidade. Aconteceu também na vez que eu estava numa festinha de aniversário e rolei escada abaixo. Nem chorei, nem doeu, mas quando me disseram que minha calcinha tinha aparecido porque eu estava de vestido, aí sim lágrimas e mais lágrimas caíram.

E o drama para tomar vacina? Sim, quando era de injeção o choro durava horas (Ok, confesso que isso acontece até hoje, porque eu tenho pânico, pavor, horror a agulhas), mas eu falo também de quando eram gotinhas. Sério, eu tinha um medo incontrolável do Zé Gotinha e só de ver ele, mesmo que fosse na televisão, fazia o maior escarcéu. Eu provavelmente fui a única criança que teve medo dele. Mas, pensem bem comigo: A cabeça dele era em formato de gota! É para dar pesadelos mesmo, não para incentivar a tomar a bendita da gotinha.

Mas não era só o Zé Gotinha que me assustava. O Papai Noel também, assim como aqueles personagens da Turma da Mônica que eram pessoas fantasiadas que andavam com a gente de trenzinho pela cidade. Fazia tanto escândalo que eu simplesmente não ia de jeito nenhum.

Esses são apenas alguns dos episódios de uma infância verdadeiramente dramática. Quando filhotinhos do meu cachorro faziam cocô na minha mão, drama. Quando minha irmã me amarrava no poste, drama (Veja mais sobre isso aqui). Quando chegava dois minutos atrasada na escola, drama. Quando minha irmã nos atrasava para pegar o ônibus escolar, ai, minha nossa, drama eterno. Posso ficar horas e horas aqui contando casos do tipo.


E você, tem alguma história de infância dramática?

Teca Machado. 

** 

Hahaha! Lembrei de várias histórias também! Carrego o posto de "drama queen" desde a maternidade. Aliás, quem nunca fez um drama quando era criança? Impossível não se identificar com o texto da Teca, né? Contem aí. ;-)

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos Acasos & Livros. Toda quinta-feira, um texto bem dramático. Veja os outros textos do tema:


Beijos, 
Carol. 

**

Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros



19/11/2014

* Wishlist + Parceria: Lojinha Dulce Amor! ♥

postado por Carol Daixum

Oi, Gente! ;-)

E é com muito orgulho que anuncio a nova parceira do blog: Dulce Amor, uma loja online fofa que vende lindos itens de decoração. Conheci há um tempinho no Instagram e foi amor à primeira vista. Achei a cara do PJ e acho que vocês também vão gostar. Para apresentar o perfil da loja, pedi para a Mila Cordeiro, dona da Dulce Amor, responder três perguntinhas sobre o seu lindo negócio. Vamos lá? 

Conhecendo a Dulce Amor

1. Como surgiu a ideia de criar a loja virtual Dulce Amor? Conte um pouco a história da loja, desde o comecinho. 
R: Minha lojinha é um sonho que acalento desde muito nova. Comecei com o nome "Mila Design", fazendo bolsas de tecido para vender no colégio. Nessa época, um domínio de uma loja virtual era caro e o comércio virtual era um tanto quanto distante, mas não desisti. Terminei o colégio no mesmo ano que minha avó, Dulce, faleceu. Ela era tudo para mim, minha referência de amor e esse foi um período muito difícil na minha vida. Entrei em depressão, mas resgatei minha vontade de viver e superar a perda por meio da arte. Então, decidi abrir uma loja virtual (há quatro anos) e chamá-la de "Dulce Amor", pois assim a minha estrelinha me daria sorte e estaria sempre perto de mim. Quando fui para a faculdade, fiz muita coisa bacana e a lojinha era basicamente isso: as minhas costuras e achadinhos crafts (tecidos, botões e fitas). Sempre tive um olho clínico para achados e foi assim que diversificamos o público da lojinha. Inseri achados de decoração, peças decorativas feitas à mão. Sempre priorizando o que tivesse a nossa cara. E a cara do nosso público. Estamos em plena expansão e eu me sinto feliz de tocar o meu negócio criativo e vê-lo dando frutos tão bacanas. É trabalhoso sim, mas eu acredito que tudo que fazemos com amor é válido.  

2. Qual é o diferencial e objetivo da loja? 
R: Nossa loja tem como diferencial oferecer peças exclusivas, feitas à mão e/ou selecionadas uma a uma. Sempre valorizando e preconizando o artesanato, o design e, sobretudo, a arte. Eu tenho como objetivo levar beleza e delicadeza para a casa de todas as pessoas. Por esse motivo, só seleciono peças que tenham um preço acessível, pois acho que lojas de itens decorativos tem muitas, porém nem todas são acessíveis. Nada contra, até porque eu acho que todo mundo tem um lugar ao sol, mas eu não coloco nada à venda por um preço que não pagaria. E desse jeito tem dado certo, as peças são garimpadas com muito carinho e dedicação. Como diz o nosso slogan: "da nossa casa para a sua". 

3. Alguma curiosidade da loja que contou só para algumas pessoas? 
R: A cada encomenda, sempre rola aquela insegurança. Sobretudo, as peças feitas à mão. Fico pensando se o cliente vai gostar, se vai atender as expectativas. Eu procuro não demonstrar muito, até para não passar essa insegurança para os cliente. Mas eu só descanso o coração quando a encomenda chega e a pessoa diz que gostou e era como ela esperava. 

**

Tem como não amar, gente? A Mila é uma fofa e os itens de decoração mais ainda! E como uma imagem vale mais do que mil palavras, fiz fiz uma wishlist com cinco itens que eu quero para ontem. Dois objetos eu já levei para casa. Ainda não vi de pertinho, pois estou viajando, mas assim que eu chegar, mostro lá no Instagram do blog (@pequenajornalista).


Não é muito amor, gente? Comprei o espelhinho de coração (cor branca) e o pôster da máquina de escrever, E os outros três quero muito levar para a casa, principalmente o caderninho. E já que o Natal está aí, que tal dar uma olhadinha no site para presentear sua mãe, irmã, vó e amiga? Leitoras do Pequena Jornalista têm 10% de desconto. Uhul \o/! Na lacuna do cupom de desconto você digita "pequena jornalista" e pronto. ;-) 

Acho que é isso. Uma vez por mês, eu vou postar as novidades da loja aqui, ok? Ah! Quem quiser entrar no site é só clicar aqui e a loja também está no Instagram: @lojinhadulceamor. 

E qual objeto da Dulce Amor entrou na sua listinha de desejos? Conta aí! 

Um beijo, 
Carol. 

P.S: crédito das imagens - site Dulce Amor. ;-)


17/11/2014

* PJ Entrevista: Autora Bruna Karyne! ♥

postado por Carol Daixum

Oi, Gente! 

Queria pedir desculpas pela falta de post nos últimos dias, mas dormi praticamente o fim de semana inteirinho. Viajar é muito bom, mas enfrentar mais de nove horas de viagem não é fácil. Falando nisso, vou passar mais uma temporada na minha amada Suíça! Uhul \o/!! Ah! Quem tiver sugestões de posts, é só mandar e-mail ou colocar na caixinha de comentários. ;-) 

Enquanto isso, mais uma entrevista. Dessa vez, com a autora Bruna Karyne. Ela escreveu o livro "11 Contos e 1 Fábula", que foi lançado em 2013. Todas as entrevistas me ensinam algo e essa me ensinou muito e deu aquele gás no meu desejo de ser escritora. Se você tem esse sonho, você vai amar esse post. Mesmo a realidade sendo dura, se você ama e tem convicção do que quer, as respostas da Bruna vão te dar um incentivo a mais. Enfim, vamos lá?

Entrevista: 
Autora Bruna Karyne!

1. Qual foi a sua maior inspiração para escrever "11 Contos e 1 Fábula"? 
R: Bem, acho que a inspiração não veio de uma coisa exterior, mas de mim mesma, do universo de tudo o que eu sinto. Tudo o que foi escrito começou comigo, com alguma emoção que me afetou, positiva ou negativamente, e eu simplesmente precisei parar o que quer que eu estivesse fazendo para "dar vazão" a ela. Escrever também é uma forma de esclarecer algo: parece que no papel, nas vozes de outros personagens, as coisas finalmente tomam forma e falam por si só. Nunca houve nada específico que originasse os contos, nada além de uma sensação qualquer que se escreveu sozinha, através de mim. Todo o processo de criação consistiu nesse transe de sentir algo e se deixar levar: muito antes de racionar sobre o que eu estava fazendo, as palavras já tinham sido escritas e puxavam outras. Então, para os contos, não há uma inspiração propriamente dita, mas para o projeto do livro, sim, e aí preciso citar a minha mãe. Foi ela que colocou isso na minha cabeça, quando eu tinha lá os meus 12 ou 13 anos. Por acaso, ela falou que conhecia uma moça que tinha escrito um livro - e levado até uma gráfica - e distribuído para os amigos e me perguntou, brincando, por que eu não fazia o mesmo. Mas eu levei a brincadeira a sério hahaha. Só tinha 3 contos escritos e, a partir de então, me programei para juntar um certo número e lançar meu próprio livro. 

2. Uma curiosidade do livro que nunca contou para ninguém. 
R: Uma curiosidade é a origem do próprio nome do livro. A partir do momento em que coloquei na cabeça a ideia de lançá-lo, precisava ter uma base de quantos contos colocaria nele - e simplesmente arbitrei o número 11, porque é o meu preferido. Acabou que ele ficou só no titulo mesmo, já que depois percebi que tinha muito material sobrando e decidi incluir pelo menos parte dele nesse livro, que tem 14 textos no total. Confesso que foi muito difícil escolher entre as minhas próprias histórias, quais deveriam entrar e quais ficariam de fora, ainda mais porque sou uma indecisa nata. Outra coisa curiosa foi o número de vezes que eu mudei coisas no livro: cada vez que lia, modificava alguma coisa. Eu mandava corrigirem vírgulas. Foram provas e mais provas que a editora me enviou, em um esforço obsessivo de edição, re-edição, "re-re-edição" e talvez esse meu perfeccionismo tenha contribuído para a demora da conclusão de tudo. Mas valeu a pena: eu não me sentiria bem se achasse que não tinha dado tudo de mim pelo meu próprio projeto. 

3. Qual é a tarefa mais difícil e emocionante da vida de uma escritora? 
R: Aprender a ter paciência. Consigo, com o próprio texto e com o mundo. As histórias podem não estar fluindo, você pode estar sem vontade de escrever naquele dia - é um direito seu -, as pessoas podem não entender ou dar valor ao que você escreveu, editoras podem não responder e não há garantia de que o seu livro fará qualquer sucesso. É preciso aceitar toda essa realidade, e isso é um processo interno. Entender que, antes qualquer um, é você que deve valorizar o que escreveu e continuar valorizando mesmo que as coisas não deem certo - e eu acho isso muito difícil. Acho que o escritor é uma pessoa muito sonhadora e, justamente por isso, apresenta uma dimensão de fragilidade. É o sonho dele - o livro - que está sendo exposto, julgado, rechaçado - ou não. Esse livro também pode estar simplesmente sendo ignorado. E é muito fácil, diante disso, a pessoa se culpar, se cobrar e duvidar de si mesma, achando que não fez tudo o que podia ou que o seu livro não vale a pena. O mercado editorial é difícil e existem muitas outras variáveis em todo o processo além do escritor e do esforço/mérito dele. É preciso enxergar isso e entender que as dificuldades não diminuem o seu valor - acho que aprender isso talvez seja o mais complicado. 

A parte mais emocionante é a sensação de, mais do que um trabalho bem feito - porque escrever é um "ócio trabalhoso" -, é a verdade, quer dizer, a sensação de que aquilo que você escreveu realmente significa algo para você, assim como pode significar para muitos outros. Acho que o mais emocionante é ver que o seu texto toca outras pessoas, mas também você mesmo. E a magia está ai: em escrever sobre o que se sente e, de repente, perceber que essa angústia ou alegria não é exclusivamente sua. Diria até que é catártico. 

4. Para quem deseja ser uma escritora, o que não pode faltar? E como funciona todo o processo? 
R: Nossa, muitas coisas. Força, paciência, persistência, confiança no próprio trabalho, calma. Mas acima de tudo, amor ao que se faz - no fim das contas, é isso que segura as pontas. Todas essas as outras características você pode desenvolver pelo caminho: pode se desesperar primeiro para depois entender que é inútil, duvidar de si antes de acreditar que é capaz, sentir-se impotente sem perceber a força que tem. Pode pensar em desistir mil vezes e desistir de desistir mil e uma - o que acaba fazendo de você, por incapacidade de jogar tudo para o alto, uma pessoa persistente. E essa incapacidade se deve ao amor. Foi ele que fez você se dedicar àquilo, em primeiro lugar, e é ele que vai fazer você continuar se dedicando, apesar dos pesares. A motivação precisa ser o amor - não fama, dinheiro, sucesso. Isso tudo é desejável, claro, mas deve ser consequência, jamais a causa, precisamente porque não há garantia de nada. Você pode ganhar dinheiro - em diferentes níveis - ou não em inúmeros trabalhos, mas só alguns destes realmente te satisfariam intimamente. Se em tudo há risco, mais vale se arriscar em/por algo que se ama. Talvez isso soe como um clichê hipócrita, mas é no que realmente acredito e procuro por em prática. 

O processo é demorado e bem complicadinho. Diria que escrever é a parte mais fácil, porque só depende de você. Depois disso, os caminhos são a autopublicação ou as editoras - nos dois, o grande problema ainda será a divulgação. As editoras não têm estrutura para divulgar igual e eficazmente todos os livros que produzem - e muito menos você sozinho. Como um livro vai parar numa livraria? E, na livraria, como fazer para ele ser colocado em um lugar em que, pelo menos, seja visto - e não no canto escuro de uma prateleira escondida lá no fim da livraria? E, ainda que ele esteja em destaque na loja, como fazer o leitor em potencial se interessar? Todas essas são questões que independem do escritor. Ele fez o seu trabalho, escreveu. Depois disso, passou a depender sempre de outras pessoas: um gerente de compras de uma livraria que, por algum motivo, venha a se interessar pelo seu livro e decida colocá-lo na livraria; um leitor que decida que vale a pena gastar dinheiro e tempo com o seu livro. Mas muito antes disso: uma editora que ache que o seu livro vai vender e, por isso, aposte nele. Seu livro - se você não é famoso/razoavelmente conhecido ou escrever o que está na moda - é uma aposta "no escuro". E, assim, como você apostou no seu sonho, outras pessoas precisam fazê-lo, coisa que nem sempre acontece. Isso tudo realmente me deixa tentada a dizer o óbvio: é arbitrário. 

5. Você sempre quis ser escritora? O que te motivou (e motiva) a escrever? 
R: Bem, eu sempre escrevi e gostei de escrever, mas até começar a desenvolver "11 contos e 1 fábula", não tinha me tocado de que era isso que eu queria fazer. Estava naquela fase em que todas as profissões possíveis passavam pela minha cabeça hahaha. Já tinha uma inclinação a fazer Letras, mas mais para estudar Literatura do que escrever mesmo, embora uma coisa puxe a outra. Hoje faço Cinema, mas também é porque quero contar alguma coisa. As linguagens - de livro e filme - são diferentes, mas, no final, trata-se sempre de criar e dar forma - escrevendo no papel ou mostrando em uma tela - a algo, a princípio, meio intangível. Então, acredito que o propósito seja o mesmo. 

Acho que o que me motiva a escrever é justamente isso de dar forma e vazão às sensações que me acometem em determinados momentos. Elas explodem em mim do nada e, quando me dou conta, já estou escrevendo ou interpretando uma cena que surgiu na minha cabeça. Ou as duas coisas, porque quando escrevo ainda estou inundada pela imagem dos personagens que vou criando no meio do caminho. Acho que todo escritor se perde nos seus próprios devaneios mesmo, é como fazem "trabalho de campo". No entanto, a parte mais gratificante de tudo é ver que há pessoas que se identificam com o que você escreve, que também sentiram ou já viveram aquilo. Por isso, escrever pode ser um processo individual, mas nunca individualista, muito pelo contrário: os textos - ou filmes - podem confortar e unir as pessoas, porque simplesmente as lembram de que não são só elas que se sentem daquela maneira ou vivem aquela realidade. Para mim, é como um lembrete de que você não está sozinho. 

6. Pensa em escrever mais livros? Vai seguir a mesma linha ou vai mudar de gênero? 
R: Que pergunta! Eu mesma já me perguntei isso umas mil vezes. No momento, não tenho nada em mente, mas acho que seria inevitável. Na verdade, espero que seja, porque não gostaria que esse fosse o meu único livro hahaha. Quero escrever bem mais. Sei que, se houver um próximo livro, ele será um romance, embora eu pretenda continuar escrevendo contos à parte. Tenho muitas ideias, mas elas ainda precisam ser bastante elaboradas. 

7. Se tivesse que salvar três livros, quais seriam os escolhidos? 
R: É uma pergunta difícil, porque eu ainda não tive tempo de começar a ler muitos que acho que amaria. Dos que já amo, escolheria "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón, um livro maravilhoso que me viciou no autor. "A Redoma de Vidro", de Sylvia Plath, que me encantou desde a primeira página.  E "Clarice na cabeceira", uma compilação de contos da Clarice Lispector, minha autora preferida. 

Para finalizar a entrevista, a Bruna mandou 
um recado fofo para a gente! 
Foi um prazer dar essa entrevista para o blog - a minha primeira - e poder falar mais sobre mim e "11 contos e 1 Fábula". Leiam e sintam-se à vontade para comentar e conversar comigo sobre o livro. Espero que tenham gostado da entrevista e, quem quiser me conhecer ou saber mais do livro, pode ir à "Vila dos Autores", no AMORio2, um evento só com novos autores, nos dias 6 e 7 de dezembro, de que vou participar. Espero vocês lá. Um grande beijo e muitos abraços!
Bruna. 


** 

Foi uma das entrevistas que eu mais amei as respostas. Principalmente, as respostas 3, 4 e 5. ♥
Muito obrigada, Bruna! Seu livro já está na minha listinha. ;-)

Falando nisso, quem quiser comprar, o livro está disponível no site da Saraiva, da Cultura e da própria editora, a Livre Expressão. Agora também na Estante Virtual, que distribui para o Brasil inteiro (o nome do vendedor é "Ronaldo Livreiro"). Os cariocas encontram também na Livraria Leone (shopping Millenium, na Barra da Tijuca) e na Carga Nobre (PUC). E como ela informou na entrevista, quem quiser conhecê-la de pertinho, nos dias 6 e 7 de dezembro ela vai participar de uma feira para Novos Autores. Mais informações: link do evento. Ah! Mais para frente, a Bruna vai entrar no mundo dos blogs. Desde já, seja bem-vinda! Quando tiver tudo certinho, coloco aqui no Pequena Jornalista o endereço. 

Gostaram? Podem opinar à vontade! 

Um beijo, 
Carol

P.S: Crédito da foto - Site da Saraiva. 
P.S: Agradecimentos: Erika, a minha psicóloga fofa, que me passou o contato da Bruna. Obrigadinha! ;-)